
Diz Vicente Martins, em seu discurso de posse sobre sua antecessora:
Esta sensação de endeusação, ao certo, passou minha antecessora a professora e educadora Maria Leilah Cabral de Araújo Coelho[i].
Foi empossada na cadeira, que hora ocupo, a de nº 26, na Academia Sobralense de Estudos e Letras, em 19 de janeiro de 1992, ocupando a vaga surgida com o falecimento do acadêmico João Pompeu de Sabóia Magalhães, que tem como Patrono o senador Thomaz Pompeu de Sousa Brasil.
Durante os dezesseis anos de acadêmica da A.S.E.L, segundo nos descreve o acadêmico Arnaud de Holanda Cavalcante[ii], Leilah foi “sempre assídua e conviveu amistosamente com todos os companheiros” e acrescenta: “ Honrou e cumpriu sua missão acadêmica com muito esmero e dedicação, por quase duas décadas” (CAVALCANTE: ASEL, 2008).
No discurso proferido pelo acadêmico Arnaud de Holanda Cavalcante, na homenagem póstuma à acadêmica Maria Leilah Cabral de Araújo Joelho, são estes os epítetos e qualificativos atribuídos à homenageada, que consegui pinçar: “confreira da ASEL”; “uma das melhores alunas” do Colégio das Dourotéias (anos 40, do século passado); “exímia pianista”, “gostava muito de declamar, principalmente o poema “Beijos”; “protagonista de algumas novelas”; “jóia que se tornou tão sobralense quanto às mais puras e íntegras conterrâneas”; “cidadã sobralense através da Lei 398/74, de 22 de fevereiro de 1974”; “saudosa companheira”, “grande dama”; “uma diva”; “mulher que marcou época na cidade de Sobral”; “ mulher com presença marcante e evidente”; “uma dama de incomum amabilidade e altamente carismática”; “uma pessoa de destaque”; “participante ativa, ao lado de seu esposo, no Lions Clube Sobral e outros”; “Adorava dançar e admirar os casais de enamorados bailando”; “Mulher de carisma, finesse, de segurança e de conhecimentos à frente Delegacia Regional de Ensino de Sobral, hoje, CRED” e conclui o acadêmico Arnaud: “ Leilah era dessas pessoas que a gente sempre queria ao nosso lado” e dizia máximas do tipo: “ A música e o perfume fazem milagres” e “O amor é fundamental e, com ele, se consegue tudo na vida”. Falarei agora do meu Patrono, senador Pompeu.
[i] CAVALCANTE, Arnaud de Holanda. Sessão da Saudade em homenagem póstuma à acadêmica Maria Leilah Cabral de Araújo Coelho. Sobral: ASEL, 2008. Segundo o acadêmico Arnaud de Holanda Cavalcante, dona Leilah nasceu em 29 de julho de 1921, na pequena Guaipuba, distrito de Pacatuba(CE).Casada com Edmundo Monte Coelho. Do casal, nasceram 5 filhos: José Roberto, Maria Benvinda, Leilahzinha, Edmundo Filho e Francisco Augusto, 16 netos e 20 bisnetos, com os quais teve grandes momentos de júbilo e muitas alegrias.
[ii] CAVALCANTE, Arnaud de Holanda. Sessão da Saudade em homenagem póstuma à acadêmica Maria Leilah Cabral de Araújo Coelho. Sobral: ASEL, 2008. O discurso proferido pelo acadêmico Arnaud de Holanda Cavalcante, representando a Academia Sobralense de Estudos e Letras-ASEL, foi realizado no dia 8 de julho de 2008, no Auditório do Memorial do Ensino Superior de Sobral (MESS), em Sobral, onde compareceram familiares da homenageada e o professor Vicente Martins, a convite do acadêmico José Luís Lira. [Série Discursos Acadêmicos]

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